domingo, 28 de novembro de 2010

Ser e Poder



Em muitos momentos queremos nos auto – afirmar, ou provar algo para alguém, tentando nos valer de nossas competências para provar que somos capazes de algo, que às vezes muitos não o são. Porém nem sempre podemos fazer tudo que queremos, nem sempre o que somos é suficiente para realizar determinadas coisas.

Somos o que somos, mas nem sempre podemos o que queremos. Há uma linha tênue entre ser e poder. Nossos desejos muitas vezes não podem ser atendidos, apesar de pensarmos que esses são simples e estão dentro de nossas possibilidades.

Muitas vezes temos vontade de solucionar um problema, de ordem pessoal e/ou social, e nos deparamos com limites. Nesse momento nos sentimos frustrados, incapazes, inúteis, esquecendo que somos seres humanos e que isso faz de nós seres limitados. Apesar disso, não devemos olhar nossas limitações de forma negativa, afinal não seria tão agradável assim ter a possibilidades de realizar todas as coisas.

Se fossemos seres auto – suficientes viver em sociedade seria um problema, pois não encontraríamos razão para conviver com o outro, já que nós mesmos nos bastaríamos. Não podemos todas as coisas e é nisso que está o sentido da convivência, pois encontramos nas outras pessoas aquilo que não encontramos em nós. É através da vida em sociedade que nos sentimos completos.

Nem Tudo é como queremos que seja. Nem todas as coisas nos são possíveis. O que somos não nos faz capazes de realizar todas as coisas. Podemos mais do que imaginamos, mas não podemos fazer, e/ou ter, tudo que queremos.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Reflexão Quinta - Escolhas




Poderia dizer que foi apenas uma coincidência, mas iria contra o que se crer. Diria que foi sim algo planejado, era pra ser assim.

O que é agradável surge e às vezes questionamos sua vinda, sempre com medo de viver e de que as coisas boas de hoje se tornem um mal no futuro.

Mas como ter certeza?

A resposta só pode vim quando nos permitimos vivenciar nossas próprias vidas. O medo só nos leva a adiar o viver. Quantas e quantas vezes encontramos o novo e nos desviamos dele? Quantas vezes nos permitimos conhecer o que surge diante de nós?

Podemos simplesmente desviar-nos das oportunidades, mas sempre irá surgir a questão: Por que eu não fiz? Então nos culpamos e sentimos o desejo de voltar atrás, mesmo sabendo que é tarde.

Não diria que as coisas ocorrem por mero acaso, mas diria que temos a oportunidade de escolher entre o ir e o não ir. Assim podemos passar a olhar a nossa volta e perceber todas as oportunidades apresentadas, todas as chances proporcionadas.

A escolha não é simples, sempre surge a dúvida, o medo, a indecisão. Nem sempre se consegue confiar e se permitir arriscar. O novo sempre assusta, sempre trás consigo ambigüidades. Porém é nesse novo que, muitas vezes, podemos encontrar as melhores chances e ter grandes conquistas.

Esse novo pode ser pessoas, viagens, empregos... esse novo pode ser muitas coisas, basta que saibamos identificar e não temer. “É preciso saber viver” e entender que nossas vidas são construídas através das nossas escolhas.

Não são apenas coincidências, vai além. Quando tem que ser, simplesmente é. O novo surge para que possamos viver de fato!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Reflexão Quarta - Não é em vão



É muito estranho, mas às vezes olhamos em nossa volta e descobrimos que as coisas que deveriam nos fazer bem, em alguns momentos, nos fazem mal.

Não saberia explicar como essas coisas acontecem, mas sei que ocorrem para trazerem algum aprendizado.

Nada é em vão!

Nessa vida, para aprender, de vez em quando, precisamos vivenciar situações que não são tão agradáveis, mas que são necessárias. Lágrimas podem ser derramadas, noites podem ser perdidas, podemos deixar algo para trás, mas sempre encontramos respostas, sempre entendemos a razão.

Aprender a lidar com problemas é complicado, mas saber entender é preciso. Decepção sempre acontece, erros sempre surgem, as falhas nos perseguem, porém as recompensas também nos esperam.

É muito estranho que a vida seja assim, contudo as aprendizagens, as recompensas, nunca devem ser ignoradas e é sempre bom conseguirmos relacionar os fatos, pois, se percebermos bem, os eventos sempre estão interligados, afinal a estrada é constante e leva a um único lugar, e tudo que ocorre é para que possamos chegar ao final dessa trilha.

Vivamos da melhor maneira possível, lembrando sempre: “Don’t worry, be happy!!!”

sábado, 14 de agosto de 2010

Reflexão Terceira - Carta a um amigo


Caro amigo,

Estava só! Esse era um fato irrevogável. Você poderia dizer-me que apenas estava me sentindo assim, mas não caro amigo, realmente estava só.
Isso foi acontecendo lentamente e nem me dei conta. Não atentei para pequenas modificações que foram surgindo. Então, um dia olhei para os lados e descobri que estava totalmente só. Você poderá dizer que isso é loucura, que ninguém poderia estar só em um mundo totalmente repleto de pessoas. Infelizmente, muitos estão sós, mesmo em meio a tantos outros.
Fui ficando só aos poucos e hoje pergunto onde me perdi dos demais. Na verdade, não me pergunto mais, pois já encontrei a resposta. Comecei a olhar para o passado, prestando atenção nos detalhes que deixei passar despercebidos.
Permita-me um parêntese antes de prosseguir com a narrativa. Sim, verdadeiramente estava só, entretanto mudei a situação que vivia. Por que mudei e como foi possível fazê-lo? Bem, caro amigo, isso é algo que pretendo começar a descrever, para que me entenda e não acabe se permitindo ficar só, como me permiti ficar. Acredite em mim, passar pelo que passei produz mais sofrimento do que é possível imaginar. Não tento exagerar ou provocar temores exacerbados, só desejo deixá-lo atento a sua própria vida, ajudá-lo a não se deixar entorpecido na solidão, assim como fiz.
Agora devo prosseguir e mostrar que lhe digo a verdade. Recomeçarei contando-lhe como descobri a solidão e como a enfrentei, aos poucos irá compreender tudo e verá que ficar só é mais fácil do que se imagina.
Depois de tanto correr, depois de tanto envolvimento com o trabalho, queria um momento para descontração, foi então que, olhando para os lados, não encontrei ninguém por perto, ninguém que pudesse fazer companhia, sair, conversar, jogar conversa fora. Onde estavam todos? Lembrei que continuavam no mesmo lugar, mas não por perto, isso porque havia os afastado.
Foi ai que recordei de todas as vezes que disse não, de todas as vezes que preferi estar só, agilizando algum projeto, dando total dedicação as coisas que achava importante no momento, querendo mudar de vida, crescer, ser alguém...alcancei esses objetivos, mas agora não havia sobrado ninguém por perto.
Quase enlouqueci! Como pude fazer isso, como não dava atenção ao que era realmente importante? Amigos, família, não tinha mais ninguém. Afastei-me de todos, ao mesmo tempo. Sofri durante semanas, muitas lágrimas derramei, era como se não fizesse parte dessa realidade.
Então, caro amigo, decidi mudar a situação, decidi que devia reconquistar quem perdi. Por alguns meses corri atrás do tempo perdido, busquei restabelecer contato com todos, muitos bateram a porta, muitos disseram não. Porém, aqueles que realmente se importavam, me receberam de braços abertos, me devolveram a alegria de viver, me fizeram perceber que, o tempo que estive longe não foi suficiente para apagar o que tínhamos vivido juntos.
Acredite em mim, não se iluda pensando que a vida só vale à pena se você conseguir alcançar todos objetivos que possui, que deixando as pessoas que importam de lado vai fazer você ser alguém melhor, ser feliz, ou ser possuidor de grandes riquezas. Descobri da forma mais dolorosa que o que importa na vida são aqueles que conquistamos e não aquilo que conquistamos. Não quero dizer para você parar de buscar coisas melhores para si, estou apenas dizendo que você deve sim lutar pelo que deseja, mas para tanto não é necessário deixar de lado quem te apóia, quem te ama, quem te quer bem.
Sim caro amigo, viver é preciso, lutar pelos seus objetivos também, porém isso não justifica o isolamento, o afastamento dos outros, pelo contrário, isso deve ser mais um motivo para permanecer ao lado daqueles que realmente importam.
Pense nisso caro amigo e não se deixe ficar só.

Atenciosamente,

Alguém que aprendeu que a vida só é válida quando valorizamos as coisas importantes que ela possui.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Reflexão Segunda


Estava observando os coqueiros a beira do mar.
Tenho um fascínio por tal árvore.
Acho incrível a firmeza que possui e como se mantém estável mesmo sendo acometido por fortes ventos. O mais curioso é sua estrutura, que, em muitos casos, é aparentemente frágil.
Observando os coqueiros comecei a pensar em como poderíamos seguir esse exemplo.
Quantas vezes nossa caminhada é surpreendida com fortes ventos e tempestades intensas? Quantas vezes nós somos violentamente sacudidos, chegando a nos curvar?
Em muitos momentos nos deixamos levar e sucumbimos frente às adversidades.
Acredito que se uma árvore pode ser tão forte e resistente, nós também podemos ser.
É certo que nem tudo é superável.
É certo que temos fraquezas e que às vezes as forças faltam.
Mas é certo também que podemos fazer muito mais do que acreditamos.
Que somos muito mais fortes do que pensamos.
E que mesmo diante de ventania podemos nos manter firmes e inabaláveis!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Crescer e Mudar

Estava assistindo ao novo Toy Story e, vendo as mudanças ocorridas na história, lembrei de como era bom ser criança. Foi ai que parei pra pensar e me dei conta de que cresci e nem percebi, exatamente, como tudo aconteceu.
Mas é isso que acontece a todos nós, os anos passam, as coisas mudam, a responsabilidade chega e nós não percebemos nada disso... sempre sonhamos com o nosso crescimento, com nossas conquistas, com o desenrolar de nossas vidas. Mas nossa essência nunca muda, sempre ta ali para nos mostrar o quanto já vivemos e o quanto ainda temos para viver. Crescer e mudar é apenas o princípio dessa longa, estranha e complexa estrada que se chama vida.
É engraçado como pequenas lembranças trazem sentimentos tão bons e ajudam na tomada de decisões. Se bem soubéssemos estaríamos sempre atentos as experiências anteriores, podendo assim ter bons [ou maus] exemplos. Nossas próprias vidas nos concedem as respostas ideais para as nossas maiores dúvidas.
Muitas vezes nos apegamos demais ao passado, outras queremos simplesmente esquecê-lo, mas os dois são exageros. Devemos sim olhar para trás e lembrar tudo que já passamos, afinal tudo que somos foi sendo desenvolvido ao longo dos anos. Porém se apegar em demasia ao que já passou nos torna escravos de nós mesmos, devemos sim tentar melhorar em vários aspectos, relembrar outros e também esquecer o que não é válido, porém o apego ao passado pode causar a estagnação e impedir que possamos dar novos passos na vida.
É isso, a vida passa e nós mudamos junto com ela. A infância se vai, as responsabilidades chegam, os sonhos se tornam concretos ou simplesmente são esquecidos. No fim das contas o que percebemos é que crescer e mudar é apenas o princípio da vida, é apenas mais um passo que damos nessa longa estrada.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O que há de absoluto?

O que poderíamos enxergar como absoluto em um mundo repleto de coisas vãs e passageiras? Creio que sentimentos e certas palavras podem conter essa essência tão instigante.
Muitas vezes nos sentimos perdidos frente aos obstáculos da vida, seus desafios e inconstância, mas diante disso podemos encontrar o absolutismo que às vezes negamos existir.
Sempre insistimos em afirmar que nunca conseguiremos alcançar isso ou aquilo, mas não voltamos nosso olhar para o real significado dessas palavras. Percebo “nunca” como uma palavra muito forte e repleta de significados, voltada para negar algo, ou até mesmo fugir de afirmações controversas. Da mesma forma enxergo a palavra “sempre”, que é igualmente significativa e profunda, que muitas vezes é usada para expressar certezas e incertezas.
“Nunca” é vista como negação, “sempre” como uma afirmação. Ambas são dotadas de absolutismo e tornam o discurso mais impactante. Assim, podemos entender que sempre existiram coisas absolutas em nossas vidas e que elas nunca deixarão de existir.
O que poderíamos enxergar como absoluto em um mundo repleto de coisas vãs e passageiras?
Creio que sempre teremos dúvidas na vida, mas nem por isso podemos deixar de perceber quantas coisas absolutas há em nossa existência.
A vida prossegue, ela nunca pára, a estrada é contínua. Nossas escolhas sempre nos levam a algum lugar. E o que esperar disso tudo? Tudo e nada. Nunca e sempre. Devemos apenas viver e saber que tudo que há é absoluto, de acordo com nossa maneira de enxergar o mundo que nos cerca.
Somos nós que tornamos a vida absoluta!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Eterna Gratidão


Às vezes tentamos conceituar a gratidão, mas creio que isso seja algo difícil de fazer, afinal a gratidão é algo que não se pode medir, desde que seja verdadeira. No mundo em que vivemos ainda é possível encontrar atitudes que merecem ser honradas, que merecem gratidão.
São tantos os motivos para agradecer, o simples fato de estarmos vivos já nos faz pensar a preciosidade que é viver. Temos vida, temos teto, temos como nos alimentar,temos como viver, mas ainda assim abrimos a boca para reclamar da vida, para blasfemar contra tudo econtra todos, porém não lembramos que existem pessoas que não podem agradecer por todos esses motivos, ainda assim elas sorriem e agradecem por viver, por respirar, apesar das dificuldades que encontram no caminho.
A gratidão deve ser exercida, os bons atos devem ser lembrados, a vida deve ser celebrada!
Lembro-me de uma historinha interessante sobre a gratidão. Nela dois amigos iam caminhando por um deserto e começaram a brigar, um dos dois levava um murro no rosto então, abaixava-se na areia e escrevia: "hoje o meu melhor amigo desferiu um soco em minha face"; continuando a caminhada um dos dois, o mesmo que apanhou, acaba por se afogar em um pequeno Oasis, no mesmo instante seu amigos salta na água e salva sua vida, emocionando ele pega uma pequena faca e começa a escrever em uma rocha: "hoje o meu melhor amigo me livrou da morte"; curioso o outro pergunta: "porque quando brigamos você escreveu na areia e agora que lhe salvei você escreveu numa rocha?"; ao que o outro responde: "quando as ações dos outros nos magoam, devemos deixar na areia do esquecimento, onde o vento passa e faz tudo se apagar, porém quando alguém nos faz o bem, nos honra, devemos gravar na rocha eterna da lembrança, onde nada poderá apagar."
Não faço idéia de quem seja o autor dessa pequena história, mas desde que a escutei não esqueço. Ela me faz pensar no quanto a vida nos traz coisas boas, não discordo que passamos por muitos transtornos, contudo o que a vida nos oferece de bom supera qualquer mal que venha a acontecer. Ser eternamente grato por algo é um dom que poucos possuem, pois a tendência é que, com o tempo, deixemos de lado o que deve ser verdadeiramente lembrado.
Enfim, penso que na contemporaneidade a gratidão se tornou um ato nobre para quem sabe reconhecer as boas coisas da vida, reconhecer o que há de bom no outro e que por mais que problemas venham nos atingir, sempre teremos um porto seguro onde repousar, um ombro amigo para nos apoiar, uma mão amiga para nos levantar, estamos vivos apesar dos pesares,certamente temos milhões de motivos pelos quais devemos ser gratos e são essas coisas que ser eternamente lembradas.


[em 01.06.2010] *E hoje agradeço por mais um ano de vida e por todas as maravilhas que me são proporcionadas! =]

sábado, 1 de maio de 2010

Reflexão Primeira



A vida nos oferece muito, e cabe a nós refletir sobre tudo que nos é concedido. Tudo que há de bom na terra deve ser preservado e esse é um dever de cada um de nós. Que nossas bocas nunca se calem diante das injustiças do mundo.

Cada palavra que proferimos reflete em algo. Sejam elas boas ou más. Cada reflexo de nossas falas são de nossa responsabilidade. Há quem diga que a boca só fala daquilo de que está cheio o coração. Assim podemos pensar um pouco: O que carregamos em nossos corações, do que nossos lábios têm falado?

O que é bom, belo e agradável, pode ser refletido através de nossas palavras, basta que saibamos que são essas coisas que elevam o espírito e enriquecem a alma.
Ver a natureza, admirar sua beleza. Ouvir o próximo, saber apoiá-lo. Fazer o bem, sem se importar com recompensas. Tudo isso demonstra o quão bom o ser humano pode ser, quantas coisas boas se pode realizar, ver, viver.

A vida não reflete apenas o que é importante para nós mesmos, mas o que pode ser bom para todo o mundo. Afinal, não estamos sós, pessoa alguma é uma ilha.

Na realidade a maioria de nós pensa dessa forma, mas podemos mudar isso, modificando primeiro nosso "mundo" interior, partindo para influenciar as pessoas que nos cercam, alterando assim todo nosso mundo exterior, mesmo que seja uma mudança mínima. Logo, podemos utilizar nossa fala, seja através de nossas lábios, seja através de nossas atitudes. O que importa é que possamos compreender o que de fato é belo, bom e agradável, para nós mesmos e para toda humanidade!


[obs.: Escrito em ~~> 22.03.2010]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deus criou o homem, ou o homem inventou Deus?

Hoje, em nossa sociedade, vemos que muitas pessoas ainda questionam a existência de Deus, talvez mais do que no passado. São diversas as opiniões, muitos afirmam fortemente que Deus é apenas uma invenção do homem! Será mesmo?
Eu discordo!

Confirmar tal declaração é como negar todas as provas da existência de Deus e todas as coisas inexplicáveis que acontecem no mundo e em nossas vidas – mais especificamente.
O fato é que Deus É, sempre Foi e sempre Será!

Mas, por que negar Deus?
Vejo essa negação como algo inerente ao ser humano, que tende a questionar tudo, buscando explicações genéricas para os fatos.

Então muitos dizem que Deus é mera utopia, uma invenção do homem para explicar o caos do mundo. Mas, eu também discordo. O homem, ao longo da História, criou várias explicações para os diversos fenômenos naturais e para tantas outras coisas, pois ainda não tinham a noção de Deus. O homem pode ter criado diversas religiões, milhões de teorias, podem ter bilhões de questionamentos, mas isso não implica dizer que não há Deus!

Na verdade, acho que ninguém deve questionar a fé. Não podemos invadir o espaço do outro para querer fazer com que nosso pensamento seja aceito. Eu creio em Deus e em seu infinito poder, acredito que ele criou o homem a sua imagem e semelhança. Certo, mas existem aqueles que não crêem no mesmo que eu. Dessa forma vejo a fé como algo individual, subjetivo. Posso falar o que penso, o que sigo e o que vivo, mas não posso forçar ninguém a ser como eu sou.

Muitos podem afirmar que a fé em Deus é uma alienação, provocada pela religião. Ok! Existem muitas pessoas alienadas por causa da religião cristã, mas existem muitas outras formas pelas quais os homens podem se alienar, porém isso não implica dizer, necessariamente, que é a religião que provoca a alienação.

Poderia ficar aqui durante horas escrevendo sobre esse assunto, mas de nada adiantaria, afinal as pessoas só crêem no que querem crer. [Isso não faz de mim uma pessoa pessimista, mas realista.]

Essa discussão sempre existirá, o importante é não deixarmos nossa fé ser abalada por qualquer acontecimento simplório.

Só digo que Deus é como o vento que não podemos ver, mas sentimos e enxergamos todas as reações que ele provoca. Só quem já sentiu a grandeza do poder de Deus, sabe reconhecer sua existência.

Toda ação gera uma reação

Em um mundo onde todos tentam se iludir, alguns têm a coragem de expor a verdade, sem a preocupação de como ficará sua imagem perante a sociedade!

Felizes somos por existirem pessoas com este perfil, se assim não fosse viveríamos numa inércia constante, numa alienação permanente.

O mundo é repleto de dúvidas constantes, mas nem sempre temos coragem para questioná-las, na maioria das vezes nos calamos e aceitamos tudo que nos é oferecido. É preferível calar a voz da consciência a lutar para entender o que é nitidamente ilógico.

Isso demonstra que nós preferimos ficar numa constante utopia. Mas, não deveria ser assim! Ao identificar uma falha, baixamos a cabeça e fingimos que nada aconteceu, assim vão ocorrendo falhas sobre falhas, ilusões sobre ilusões e nós continuamos presos a nossa falta de coragem.

Toda ação gera uma reação, toda luta traz conseqüências. Por isso afirmo, abençoados sejam os que não se calam, os que possuem a coragem para criticar, questionar e lutar - mesmo que seja uma luta solitária.

Olimpíadas - Rio 2016

Fico me perguntando a razão pela qual o Brasil lutou tanto para sediar as Olimpíadas de 2016...

Não entendo porque essa valorização toda para a ocorrência de um evento desse nível num país onde as pessoas passam fome, sofrem com a violência, são ludibriadas pelo governo, etc.

Existem afirmações de que as Olimpíadas trarão muitos empregos e aumentará a renda do país, afinal muitos turistas virão para o Brasil e lotarão as ruas do Rio, mas a questão é: será que esses benefícios são reais?

Não acredito que a mudança será relevante, afinal a renda per capita pode aumentar, mas esse dinheiro nunca chegará às mãos dos que realmente precisam dela.
Todo o investimento que será feito poderia ser em prol da educação, da saúde pública, etc.

É difícil entender como esses benefícios surgirão. Mas, o que fazer, sou apenas uma voz entre 192.304.735!

Se soubéssemos como pensar na direção correta saberíamos distinguir as coisas nitidamente e saberíamos que essa democracia de fachada em que vivemos nunca trará a melhora da vida da população. No dia em que começarmos a pensar de forma correta poderemos acreditar na possibilidade de mudança.

Enquanto isso permaneço com meu pensamento otimista, de que um dia olhos serão abertos e ações serão direcionadas para o que realmente importa.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Prosseguindo

Ontem à tarde pensei em desistir. Entretanto, acabei pensando melhor, não há razão para deixar de arriscar, deixar de lutar. Há quem pense que algumas lutas são inúteis, que não adianta seguir em frente. Eu discordo! Toda luta é válida, desde que se tenha um objetivo verdadeiro.
Em alguns momentos pensei em deixar tudo para trás. Mas como agir assim, se tudo que faço possui uma razão? Deixar de seguir é deixar de ser. Persisti, persegui, continuei seguindo. Não perdi minha essência.
Mesmo tudo conspirando para o fracasso, lembrei-me que o mundo dá voltas e que o futuro vem repleto de novas possibilidades. Feliz de nós que acreditamos nisso e prosseguimos apesar das barreiras que surgem no caminho.
Ontem pensei em desistir, mas hoje penso em seguir. Independente do que pensem, sem me preocupar com os obstáculos. Afinal chegar ao objetivo final é caminhar por um mar de rosas, que apesar da beleza incomparável, vem com espinhos que nos afligem intensamente.

Meras Recordações

Antes de começar a escrever, pensei muito. Não sabia exatamente no que estava pensando, ou o sentido daqueles pensamentos. Apenas pensava.
Tinha medo, não sei de que. Só tinha medo.

Uma manhã de forte chuva, acordei, olhei para os lados e não tive vontade de fazer nada, apenas me abandonar ali, naquele que parecia ser o melhor lugar do mundo, ao menos nos momentos em que queria fugir de tudo. Olhei mais uma vez ao meu redor, me perguntava a todo instante por que estava me sentido daquele jeito. Era muito forte e sufocante, foi quando tive medo. Era um medo de nada e ao mesmo tempo de tudo. Queria fugir daquela sensação. Mas, fugir pra onde? Tinha que encarar a verdade, não havia saída, ao menos não uma saída que me agradasse.
Olhei o relógio, eram apenas 04h00min da manhã. Assustei-me. O que fazia acordada a essa hora? O medo aumentou, de modo que o desespero surgiu. Queria gritar, mas não havia como, estava sufocando. Tentei me acalmar, organizar os pensamentos, espantar o temor. Comecei a focar mais nas ideias, tentar entendê-las.

Percebi que cada pensamento vinha acompanhado de uma lembrança de minha vida. Difícil era saber a razão de tantas recordações repentinas. Nunca saberei explicar exatamente a sensação que tomou conta de mim.
Fico a me perguntar, o que poderia proporcionar tal fenômeno? Senti mais medo, afinal dizem que quando se está prestes a morrer, a lembranças da vida começam a surgir como um filme. Mas, não era isso. Era algo maior. Era algo mais forte. Não era aproximação da morte e sim de vida.
Repentinamente senti um renovo, minhas lembranças tinham uma motivação. Precisava recordar tantos fatos, precisava voltar a sentir determinadas coisas para poder entender o que acontecia.

Trilhamos por caminhos tão tortuosos na vida, tentamos fazer o que é impraticável, buscamos alcançar o inalcançável. E não fiz diferente, continuamente buscava o que não deveria buscar, sonhava com o que não poderia sonhar, tentava encontrar o que não era impossível se achar. Tinha que reconhecer que é isso que motiva a continuidade do viver. Temos a necessidade de questionar, de errar, de voltar atrás, para poder nos desenvolver, para crescermos de fato. Porém nada disso é válido se não for acompanhado pelo reconhecimento, pelo arrependimento, pela aprendizagem.

Esse momento que vivi serviu para me demonstrar o quanto precisava mudar, crescer. Todos nós precisamos disso, precisamos entender o que somos de fato e aceitar que viver consiste em cair e levantar, lutar e perder e/ou vencer. Apenas quando isso fica claro em nossas mentes que podemos viver de verdade. A vida nos oferece muitas oportunidades, cabe a nós aceitá-las e fazer a diferença.

Uma manhã de forte chuva, acordei, olhei para os lados e não tive vontade de fazer nada! Foi nesse momento que compreendi cada uma das minhas recordações. Foi nesse momento que comecei a mudar e a encarar a realidade em que me inseria, aceitando-a e lutando para modificar o que precisa ser modificado.

Incompreensões

Fixava os olhos em um único ponto, buscava uma explicação para tudo. Quanta ilusão permeava minha mente, não há como explicar o mundo, não há como entender a vida. Apesar dessa certeza, permaneci com os olhos fixos em um único ponto. Acredito que haja uma esperança dentro de mim, algo que me impulsiona a crer que ainda há uma forma de viver, sabendo o porquê.
Às vezes fico a me questionar onde vou chegar com tantas dúvidas. Ou será que são as dúvidas que chegam comigo? Complexidades, dúvidas, medos e incertezas. Todas essas coisas nos envolvem, nos confundem, mas também nos movem. Mas o que seria da vida se não fossem as incompreensões. Afinal, a vida é isto, um leque de imprecisões.